Histórias de Moradores de Vinhedo

Esta página em parceria com o Museu da Pessoa é dedicada a compartilhar histórias e depoimentos dos Moradores do bairro de Santo Amaro.


História da Moradora: Hilda Amstalden
Local: São Paulo
Publicado em: 16/12/2014




História com recheio de memórias

Sinopse:

Vamos contar a você leitor algo muito legal, é a história sobre uma senhora que vive há 71 anos em Indaiatuba, o local onde ela mora chama-se Colônia Helvétia .

O nome da personagem de nossa história é Hilda Amstalden, tivemos a oportunidade de entrevistá-la e com as informações coletadas, produzimos coletivamente este livro.

História:

Hilda Amstalden é neta de suíços, nascida no dia 06 de agosto de 1938, no município de Vinhedo- interior paulista . É a quinta filha dos dez que seus pais tiveram.

É a quinta filha de nove mulheres e um homem.

Com um ano e meio de idade, seus familiares mudaram-se para Indaiatuba, isso aconteceu porque sua família havia comprado diversos lotes de terra por aqui.

Dona Hilda recebeu de seu pai um apelido suíço “Buise” que segundo ela significa “ coisa delicada”.

Para dona Hilda, falar de seus ancestrais é muito bom, isso porque sempre ouviu histórias da imigração suíça. Tanto a parte do sofrimento como também a parte das conquistas que tiveram através do trabalho.

Quando criança, Hilda gostava muito de brincar. Das brincadeiras as que mais gostava eram :casinha, bola, peteca e boneca (feitas de palha ou pano).

Como era de família numerosa, Hilda sempre teve bastante de amigos e amigas, incluindo suas irmãs, irmão, primas e primos.

Nossa protagonista frequentou a escola do 1º ao 4º ano, estudou os quatro anos com a mesma turma , a classe era composta por oito crianças, sendo quatro meninas e quatro mneninos.

Estudou na escola Nicolau de Flüe, iniciou em 1946 e se formou no ano de 1949.

Ao relembrar os quatro anos que frequentou a escola, dona Hilda nos relatou com um bonito sorriso

estampado no rosto que gostava muito de estudar.

Sua prima e professora Dona Leonor, era muito brava, mas ensinava muito bem.

Dona Hilda se lembrou dos castigos que recebiam quando não faziam as lições corretamente. “Quando isso acontecia tínhamos que ficar horas a mais na escola estudando com a professora até aprendermos a lição direito”- disse ela.

Na juventude, dona Hilda gostava dos bailinhos e festas que faziam seus familiares. Nessas festas comparecia muita gente da família e eram festas muito divertidas e gostosas. De todas as festas que aconteciam a que dona Hilda mais gostava era das FESTAS JUNINAS.

Desde muito pequena, Hilda Amstalden frequentou a igreja católica. Fez caticismo e gostava muito daquelas aulas, ficamos sabendo que o patrono de nossa escola o Dom Ildefonso Stehle,além de ter dado algumas aulas de caticismo para dona Hilda também celebrou a 1ª comunhão dela.

Dona Hilda nos contou que as coisas que mais gosta de fazer são: COSTURAR e COZINHAR.

Relembrou do curso de plissê , de aprender a arte de costurar com um alfaiate e das tantas roupas que fez para mulheres e homens.

Quem ensinou dona Hilda cozinhar foi sua mãe, como gostou muito de fazer comida se aperfeiçoou fazendo um curso de arte culinária.

Durante muitos anos, Hilda e sua família trabalharam em feira, aqui mesmo em Indaiatuba.

Na feira vendiam: verduras, legumes e frutas, esses produtos eram produzidos nas terras da família AMSTALDEN. As feiras aconteciam três vezes por semana.

Mesmo solteira, dona Hilda adotou um filho, na época ele tinha 7 anos de idade.

Com a chegada de Rubens em sua vida, dona Hilda, passou a viver com mais felicidade.

Ela sempre fez de tudo para que Rubinho crescesse com saúde e feliz e isso ela conseguiu.

Hoje Rubinho é um homem com uma bonita família e é muito trabalhador.

Rubinho sempre que pode acompanha sua mãe em muitos lugares que ela vai. Quando não pode acompanhá-la, manda em seu lugar uma de suas filhas.

Carinhosamente todos da família dele chamam a dona Hilda de “Dinha”, isto porque ela batizou a primeira filha dele.

Nos dias de hoje, dona Hilda é dona de casa, mora com três irmãs: Ica, Marta e Elza. Elas vivem muito bem juntas.

O filho de dona Hilda tem uma chácara onde trabalha com terraplanagem, como ela está sempre com ele, acaba ajudando-o muito, ela ajuda a triturar torrões de terra e gosta de ajudar o filho sempre.

No dia 17 de agosto, tivemos a oportunidade de conhecer o núcleo da Colônia Helvétia , lá passamos uma tarde muito gostosa, dona Hilda foi nossa convidada especial.

Lá tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da história da imigração suíça no Brasil, especificamente em Indaiatuba.

Vimos o local onde nossa depoente estudou, lugar que hoje é um salão de festas.

Depois de ouvirmos todo histórico da construção da colônia, realizamos um belo piquenique e tivemos o prazer de saborear uma torta feita por dona Hilda, a torta era metade frango e metade salsicha, uma delícia.

UM POUQUINHO DA HISTÓRIA DOS SUÍÇOS EM INDAIATUBA

Em 1854, 26 famílias suíças chegaram ao Brasil, a viagem era feita de navio e durava

vários dias em alto mar.

A imigração suíça ocorreu por causa de guerras que haviam na Europa e também por brigas entre Cantões (cantão é o mesmo que estado).

Na época aqui no Brasil havia o movimento pela abolição da escravidão e era muito bem vindo estrangeiros, porque os grandes fazendeiros precisavam de mão de obra nas lavouras de café.

Em 1888, integrantes das famílias: Ambiel, AMSTALDEN,Bannwart e Wolf compraram o sítio Capivari Mirim e parte do sítio Serra d' Água .

As quatro famílias, trabalharam juntas. Os primeiros anos foram muito difíceis, mas com união e tra balho coletivo avançaram.

Para resgatar parte da cultura e tradição suíça, essas famílias construíram três instituições para uso da comunidade: a escola São Nicolau de Flüe, o campo de tiro ao alvo e a igreja Nossa Senhora de Lourdes.

Atualmente o núcleo da Colônia Helvétia é muito bem estruturado e existe para preservar suas origens.

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